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French association seeks musical instruments stolen by the Nazis


Prisoners from the Drancy camp loading stolen pianos from families of deportees. Credit: Bundesarchiv

The French association Music and Spoliations, founded by historian Pascale Bernheim and lawyer Corinne Hershkovitch, does important work for the reconstruction of history and preservation of memory regarding the Jews and the Second World War. Since 2017, the association has been researching the provenance of musical instruments and documents, identifying objects that disappeared during the Nazi occupation and leading them to their true owners.

The theft of musical instruments and handwritten scores was common practice during the German occupation. The Nazi regime had a team called Sonderstab Musik (Music Commando), which was sent to France in August 1940 to collect these objects. However, not all missing musical instruments were stolen. Some of them were lent or sold for symbolic prices by desperate Jews, who handed them over to “trusted guardians” – usually neighbors or acquaintances.

As stated by Pascale Bernheim for Radio France, "the work of memory is really what drives us at the Association Music and Spoliations. Paying homage to the man, the artist, the musician, the amateur who was able to play the instrument is important for us, just like tracing, finding the pedigree of musical instruments".

Beethoven's handwritten score was returned to the descendants of the Petschek family. Credit: AP

The search for the true owners is running out of time, as there are fewer and fewer living witnesses – who are not restricted to Holocaust survivors, but also to museum employees, musicians, businessmen, etc. According to Karel Janicek, Associated Press correspondent, an example of successful action by Music and Spoliations was the recovery of a handwritten score by Beethoven, which was returned to descendants of the Petschek family – the richest family in Czechoslovakia before World War II.

In 1939, the Petscheks tried to send the score abroad, but the move caught the attention of the Gestapo, who took the work and asked an expert from the Moravian Museum in Brno, Czech Republic, to verify the authenticity of the document. The specialist denied authorship, to prevent the score from being in the possession of the Nazis and, since then, the document has remained in the Museum.

We’re sorry about losing it, but it rightly belongs to the Petschek family”, museum curator Simona Sindelarova said.

The association is in talks to returned the violin to the National Museum in Warsaw. Credit: Pascale Bernheim

Not all cases, however, are simple to resolve. A violin made by the luthier Giuseppe Guarneri in 1706 and which in 1939 belonged to the Jewish merchant Felix Hildesheimer has been the subject of debate between his descendants and the Hagemann Foundation. Another example is a Stradivarius violin made by Antonio Stradivari in 1719 and owned by Henryk Grohman, a Jewish merchant from Lodz. The violin was in the possession of the National Museum in Warsaw when it disappeared. Recently, the musical instrument has resurfaced, after its current owner reached out to Music and Spoliations to verify that the object is the instrument sought. The association confirmed and is now in negotiations to bring the object back to the National Museum in Warsaw.


Credit: The Portuguese Jewish News


 

Associação francesa busca instrumentos musicais roubados pelos nazistas


A associação francesa Music and Spoliations, fundada pela historiadora Pascale Bernheim e pela advogada Corinne Hershkovitch, faz um importante trabalho para a reconstrução da história e preservação da memória no que tange os judeus e a Segunda Guerra Mundial. Desde 2017, a associação pesquisa a proveniência de instrumentos musicais e documentos, identificando os objetos que desapareceram durante este período e os conduzindo para os seus verdadeiros donos.


O roubo de instrumentos musicais e de partituras manuscritas foi uma prática comum durante a ocupação alemã. O regime nazista teve uma equipe chamada Sonderstab Musik (Music Commando), que foi enviada à França em agosto de 1940 para coletar estes objetos. No entanto, nem todos os instrumentos musicais desaparecidos foram roubados. Alguns foram emprestados ou vendidos por preços simbólicos por judeus desesperados, que os entregaram a “guardiões confiáveis” – geralmente vizinhos ou conhecidos.


Conforme declaração de Pascale Bernheim para Radio France, "o trabalho da memória é realmente o que nos move na Music and Spoliations. Homenagear o homem, o artista, o músico, o amador que soube tocar o instrumento é importante para nós, assim como rastrear, encontrar o pedigree dos instrumentos musicais".


A busca pelos verdadeiros donos luta contra o tempo, pois há cada vez menos testemunhas vivas – que não se restringem apenas a sobreviventes do Holocausto, mas também a funcionários de museus, músicos, negociantes, etc. Conforme conta Karel Janicek, correspondente da Associated Press, um exemplo de ação bem sucedida da Music and Spoliations foi a recuperação de uma partitura manuscrita de Beethoven, que foi entregue a descendentes da família Petschek – a família mais rica da Tchecoslováquia antes da Segunda Guerra Mundial.


Em 1939, os Petschek tentaram enviar a partitura para o exterior, mas a ação chamou a atenção da Gestapo, que tomou a obra e pediu para que um especialista do Museu da Morávia em Brno, na República Tcheca, verificasse a autenticidade do documento. O especialista negou a autoria, para evitar que a partitura ficasse na posse dos nazistas e, desde então, o documento permaneceu no Museu.


Lamentamos por perder a partitura, mas por direito pertence à família Petschek", declarou Simona Sinderalova, curadora do museu.


Nem todos os casos, porém, são de simples resolução. Um violino feito pelo reconhecido artesão Giuseppe Guarneri, em 1706, e que em 1939 pertencia ao comerciante judeu Felix Hildesheimer tem sido alvo de debate entre os seus descentes e a Hagemann Foundation. Outro exemplo é o que tange um Violino Stradivarius feito em 1719 e que era propriedade de Henryk Grohman, um comerciante judeu de Lodz. O violino estava confiado ao Museu Nacional de Varsóvia quando sumiu. Recentemente, o instrumento musical ressurgiu, após o seu atual dono procurar pela Music and Spoliations para verificar se o objeto sob sua posse é o instrumento procurado. A associação confirmou e agora está em tratativas para reconduzir o objeto para o Museu Nacional de Varsóvia.

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